sexta-feira, 31 de maio de 2013













“Às vezes me isolo, me tranco na minha toca para escrever, para ler, para imaginar. Parece que, no fechado, o imaginário se solta melhor. O que sinto mesmo é incompletude: essa falta de explicação para o sentido da vida. O que tenho é solidão. Mas solidão é opulência da alma. Tudo isso parece que destila amargor e sol na minha poesia.”

— Manoel de Barros


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Negação


Poderia discorrer sobre o tema, exemplificar, analisar, de nada vai adiantar.
Negar é negar e ponto final, o que não significa deixar de aceitar um dia.
Estar em negação é uma defesa, como foi dizer a filha aos #10 que as olheiras são a imitação do Panda.
Estou treinando para ler muito durante a madrugada longa, ou não consigo dormir porque dói cá, e dói lá.
Não durmo pois a preocupação me ocupa, e tenho inquietações que só os adultos entendem.
Se bem que não entendo tantas coisas, o vício das pessoas por exemplo.
Não posso compreender que um ser humano em sã consciência possa usar droga, aplicar injeções nas veias.
Nos últimos dois meses tomei dez bolsas de noripurum, quinze bolsas de soro de um litro cada, oito bolsas de antibióticos, fiz oito exames de sangue.
Minhas veias se recusam a ser picadas, eu me recuso a sentir dor, e tem "doido" indo de encontro a auto-picada.
Deve ter uma razão para que um ser busque a dor, enquanto tento desesperadamente fugir dela.
Também não consigo entender, não entendo a maioria das pessoas, nem tantos rodeios, tanta burocracia, o número de políticos.
Como não estar em negação?
Vivemos num país que respira futebol, com tanta coisa errada, e o tal do jogo, da bola, da venda do jogador.
Construindo estádios, e faltando escolas, hospitais, água no Nordeste.
É um tempo confuso, de valores confusos.
Tempo de negar, ou tempo de afirmar.
Todo amanhecer traz um confronto de valor, um questionamento, um pedido de posicionamento diante de alguma questão.
Você acorda e sai para trabalhar, no caminho até o trabalho já visualiza uma realidade que urge.
Principalmente se morar na mesma cidade que eu moro, se estiver chovendo e as ruas alagadas.
Vai se deparar com o transito caótico, mal sinalizado, com pessoas cada vez mais nervosas, sem saber bem a razão.
Ninguém sabe mais muito bem, a razão de tanto extremo, se é o trânsito, se é o trabalho, ou só o ato de existir. 
Acredito que a grande sacada do viver com certo "equilíbrio" , é estar ciente das escolhas, é saber a razão das coisas.
Estou vivendo este caos, o de não saber a razão das coisas, me escondo por enquanto na "negação".
Vou aceitar, não sei bem quando ou o como, só sei que vou aceitar.
Tenho esta esperança...




Existem coisas que não conseguimos adiar por muito tempo.
Arrumar as roupas quando a estação muda, organizar papéis antes de começar um novo processo, seja este um processo formal, seja um passo novo.
Arrumar as coisas antes das cirurgias, confesso, esta complicado.
Foi uma semana lenta de passar, choveu muito, nada de sair, nada de exercitar o corpo para acalmar a mente.
A mente em ebulição, mil ideias, um milhão de medos.
Meu calmante é o exercício, nadar, caminhar, não sei como vou resolver este tempo sem movimento.
Talvez devesse retornar a terapia, chamar minha terapeuta, reverter a "absolvição" da alta médica.
Penso, e repenso, não quero gritar por socorro terapêutico, falar dos medos e de doença.
Quero voltar sábado, sem pensar que terei de esperar mais cinco dias úteis pelo resultado dos exames.
Tenho que arrumar roupas e papéis, e só quero arrumar a lista de músicas.
Preciso formalizar um testamento e só quero escrever receitas.
Isso deve se chamar negação.
Certamente estou em processo de negação.


quarta-feira, 29 de maio de 2013

"Somente a história decide. A verdade não é eterna, é um programa..." Jung

                             Gertrudes

Chove lá fora, e muito.
Chuva é sinal de plantio, colheita, além de nos levar a viagens interiores.
Não poder sair de casa por conta dos repousos forçados, ler muito, escrever muito mais.
Se escrevo, estou lembrando...
Gertrudes, saudades dela, não do objeto em si, mas daquela que eu era naquela época.
Gertrudes era uma moto, toda invocada como o dono dela. Um grande amigo que perdi no caminho recentemente, por conta do caminho.
No tempo da Gertrudes, as coisas eram simples como sim e não, ter ou não ter.
As dificuldades eram situações, jamais novelas burlescas de orgulho, e petições judiciais para garantir o que é de direito.
Cada trilha uma aventura, um universo a desbravar, uma oportunidade.
Não tinha conhecimento do poder paralelo que manda na cidade, nas pessoas, nas situações.
As coisas eram o que tinham de ser, assim eu acreditava. tola não?
Não, creio que não, tolice é crer que tudo é estático.
Tudo muda, nós mudamos o tempo todo, mesmo sem perceber, mesmo sem acreditar.
Com meu amigo deve ter sido assim, envolto aos milhões de problemas, ele se esqueceu pelo caminho, e por naturalidade, nos deixou.
Deixou a Gertrudes também, e a ideia que ela representava de liberdade, de consciência, de verdade.
Foi aceitando a rotina, abandonando aquele que ele era, os sonhos, os planos, a vida.
Construindo uma nova vida, uma nova realidade, aceitando o que antes condenava, acomodando na sua nova realidade.
Gostaria de ter dito a ele como poderia ser mais simples, mais feliz, que a infelicidade dele já é latente.
Deveria não ter soltado a mão dele, mas não posso, o meu tempo é pequeno, preciso lutar por mim.
Sobreviver hoje me consome todo o tempo e energia.
Que se um dia, fosse possível dizer, diria a ele que minha gratidão é eterna.
Que foi ele a minha força durante os anos que sucederam a Gertrudes, e que a presença dele foi fundamental.
Os medos eram grandes e com a presença dele foram ficando pequenos.
Diria a ele, não vá, não se afaste de nós, não se perca de você.
Lembre quem você é...

"Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho." Mahatma Gandhi




Extrema Sinceridade!!!!

Ser sincero é um risco sem programação.
Vivemos num mundo onde é elegante mentir, conserva amigos, deixa as relações polidas, os filhos na "normalidade", os chefes ficam felizes.
As pessoas mentem o tempo todo, desde do momento que se levantam da cama, até voltar para ela.
Acredito que este hábito é o grande responsável que sucesso dos remédios para dormir, para acordar, para pensar, para ficar feliz.
Uma gama atrativa para os consultórios de psiquiatria, e as grandes empresas de "drogas lícitas", pois remédio de depressão é uma droga.
Não questiono a necessidade do uso para alguns, que realmente precisam da mesma.
Questiono o uso quase geral da população.
Vide o comportamento nas redes sociais.
Observe o facebook, e sua vitrine de perfeição, ou de horrores, com gente deformada, "barracos" on line, e as cantadas chatas que recebemos para bloquear e excluir.
Tem o grupo de malucos e neuróticos que se acham perseguidos, cantados, sufocados, e etc...é um porre!!!
Talvez essas pessoas estejam tão sufocadas em suas "verdades", que nem notam o quanto de mentira vivem.
A situação chegou ao extremo, que tive de postar uma extrema sinceridade, um toque para que não postem em meu mural essas coisas tristes.
Estou pensando seriamente em deletar o perfil daqui a umas semanas.
Já providenciando a migração dos textos, dos amigos de verdade, e das fotos.
Tenho perfil social para registrar minha estadia nesta vida, para que minhas filhas tenham onde acessar as minhas idéias, os meus passos.
Talvez seja por isso, e para isso que retomo o blog.
Quero que elas saibam que tudo é de verdade, que se estou escrevendo eu sinto e narro uma história real, sem maquiagens e dosagens.
Quando escrevo, e sempre escrevo, sou de uma sinceridade extrema, é o meu defeito, não sei mentir.

terça-feira, 28 de maio de 2013

"The best and most beautiful things in this world can not be seen or even heard, but must be felt with the heart."

Helen Keller



                                            Tiago!


Ontem, conversando com um grande amigo, este nos perguntou: Vocês são felizes com tantas provações?
Tiago respondeu que o amor é cego, e que eu devia ter escolhido alguém melhor preparado, alguém com muito dinheiro para eu ter o que mereço.
Minha resposta foi diferente da dele, respondi que não teria sobrevivido sem ele, sem todo o amor que ele me dá.
E pensando objetivamente sobre isso, acredito que estou coberta de razão.
O amor é mais que as jóias que eu poderia ter, o conforto de um belo apartamento avarandado, as viagens e jantares.
Esse amor que o faz errar a rota de viagem e voltar para segurar minha mão, que o faz me abraçar e dizer que a morte não vai me levar, porque ele não vai permitir.
Este amor que vai além de nossas vidas e nossas almas, que o beijo sorrindo, que acordo para olhar o seu sono, que nos faz seguir apesar de nossas perdas.
Que o partilhar da dificuldade não nos faz brigar, o amor que nos faz permanecer juntos a 19 anos, sem nunca sequer ter passado uma única noite longe um do outro.
Eu jamais poderia ser tão feliz em outros braços, pois só quero estar nos braços dele, no seu abraço que me protege.
Com ele não sinto medo, a dor diminui, e tenho esperança.
Esperança é algo precioso de se ter, tal qual o amor.

Esperança nos fortalece, como a fé.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Semana punk!!!
Ficar forte, fazer ressonâncias, enfrentar o medo e a sorte.
If,de Rudyard Kipling é o poema que não sai da minha cabeça hoje.





Se

Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;

Se és capaz de pensar --sem que a isso só te atires,
De sonhar --sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste!";

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que mais --tu serás um homem, ó meu filho! 

If

If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you,
If you can trust yourself when all men doubt you
But make allowance for their doubting too,
If you can wait and not be tired by waiting,
Or being lied about, don't deal in lies,
Or being hated, don't give way to hating,
And yet don't look too good, nor talk too wise;

If you can dream--and not make dreams your master,
If you can think--and not make thoughts your aim;
If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two impostors just the same;
If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build 'em up with worn-out tools; 

If you can make one heap of all your winnings
And risk it all on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breath a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: "Hold on!" 

If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with kings --nor lose the common touch,
If neither foes nor loving friends can hurt you;
If all men count with you, but none too much,
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds' worth of distance run,
Yours is the Earth and everything that's in it,
And --which is more-- you'll be a Man, my son!

domingo, 26 de maio de 2013

And when the night is cloudy
There is still a light that shines on me
Shine on until tomorrow




- Provérbio Judaico
''O arrependimento é a chave que abre qualquer fechadura.'' 



O arrependimento é a chave que abre qualquer fechadura...
Será?
Quantas portas vimos o orgulho, o despeito, a intolerância fechar.
Quantas vezes, quantas lágrimas, quanto se pode evitar com um pequeno gesto.
E o gesto que pode tudo mudar, o que será preciso para sensibilizar.
Fico cá com meus botões imaginando, quantas guerras poderiam ter sido evitadas com um único gesto de boa vontade.
Um único gesto e tudo poderia mudar....
Ser diferente, ter feito a diferença!
O mais interessante, e conclusivo:
Se um gesto de boa vontade pode mudar vidas, o gesto de má vontade pode encerrar com carreiras, acabar com relacionamentos, pode matar.
Como um humano de má vontade mata?
Simples responder ao se ler diariamente os danos causados pela negligência de autoridades, os erros médicos, os advogados e tantos profissionais.
Um chefe que demite injustamente, um empresário que ganha mais contaminando o leite que nossas crianças bebem diariamente, e assim vai.
O único alento que se pode ter, é que cedo ou tarde, cada ser humano se vê diante de sua própria imagem.
O homem não pode fugir de si, de sua consciência, de seus erros. Cada passo que deu, de cada mão que estendeu, de cada mão que negou.
O homem e sua memória, positiva ou negativa,vai se olhar no espelho e ali diante da imagem refletida verá o sorriso daqueles que acolheu.
Vai enxergar as lágrimas daqueles que deixou no caminho, a dor daqueles que magoou, as tristezas que causou.
Neste dia, sua amargura vai crescer, seu sono vai te abandonar, e todas as cobranças vão chegar.
Neste dia, serás o homem diante de si mesmo, de seus erros e acertos, diante da balança que pesa seus atos.
Como uma longa estrada, você vai olhar a paisagem, o caminho, as pessoas, os nuances.
E neste dia...
Sua memória vai cobrar seus atos.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Just give me till then to give up this fight
And I will give up this fight




A resiliência e o poder.

Buscando vencer o complicado mês de maio, não posso deixar de observar e escrever sobre resiliência e o poder.
Não exatamente nesta ordem, o poder é algo que enlouquece as pessoas, de tal forma que o homem tido como ser racional, vira bicho.
Homem racional diante do poder começa trilhando as rotas que evitou, e fazendo tudo aquilo que negou, seja em juramento, seja em conversas de fim do expediente.
Qual minha razão para tal conclusão fatalista?
Simples...
Vamos começar narrando os profissionais de hospital, aqueles que juraram tratar seu semelhante com bondade e respeito.
Que em seu juramento lê-se respeitar a dignidade e os direitos da pessoa humana....e assim por diante.
Lá, quando nos deparamos com estes seres, seguimos com surpresa,por que não dizer, com espanto a rotina de pessoas muito pouco envolvidas com a pessoa humana.
Nos postos de saúde, aquela atendente que segura o remédio e te entrega com desaforos, e você humilhado e resignado recebe.
É exatamente aí que entra a resiliência.
Eu, você, nós, pode ser qualquer um de nós, pode acontecer ao mais alto funcionário de uma empresa, pode ser qualquer um.
Porém, é você, no caso, sou eu diante dos "poderosos".
Esse meu eu que ao longo dos anos tentei sufocar, sendo benevolente, compreensiva, e todos os quesitos ditos pela sociedade da "boa convivência social", ainda não sei se consegui.
Sei que sufoquei ao longo dos anos, e passei por situações que beiram a loucura, isso sim, eu sei.
Estar passando por um mês doentio, com tantas dificuldades, e ainda ter que ficar forte para ser submetida a cirurgias, é de enlouquecer.
Ninguém quer ser familiar num laboratório de analises clinicas, nos corredores do hospital, é bom ser familiar em restaurantes, massagem, clinica estética, academia.
Revolta? Não,é a busca desesperada por resiliência, manter o equilíbrio diante do pânico, dos pesares.
Quem diz que estar sozinho é agradável, que afastar amigos antigos não dói?
Dói, dói e dói, mas é preciso.
Como é preciso agradecer a moça do posto, mesmo quando a mesma te trata com uma enorme forma de respeito humano.
É preciso sorrir para a moça da coleta de sangue, mesmo que ele continue a te causar imensa dor.
Ela vai estar lá amanhã, assim como a atendente do posto, o prefeito, o funcionário, o, a, e tantos seres humanos detentores do "poder".
Todos permanecerão em seus postos, agarrados a sua ideia tosca de poder.
Nós sobreviveremos ou não, superaremos ou não, só o tempo vai dizer.
A única certeza que tenho diante de tudo isso que se apresenta, é que não serei igual, já não estou igual.
A fragilidade já é visível no corpo e na alma.












resiliência é um conceito psicológico emprestado da física, definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse etc. - sem entrar em surto psicológico. A American Psychological Association define resiliência como o “processo e resultado de se adaptar com sucesso a experiências de vida difíceis ou desafiadoras, especialmente através da flexibilidade mental, emocional e comportamental e ajustamento a demandas externas e internas” (APA, 2010, p. 809). Sabbag (2012) a define como: "resiliência é competência de indivíduos ou organizações que fortalece, permite enfrentar e até aprender com adversidades e desafios. 


"JURAMENTO OFICIAL DO CURSO DE ENFERMAGEM
Juro dedicar minha vida profissional a serviço da humanidade, respeitando a dignidade e os direitos da pessoa humana, exercendo a Enfermagem com consciência e dedicação, guardando sem desfalecimento os segredos que me forem confiados. Respeitando a vida desde a concepção até a morte, não participando voluntariamente de atos que coloquem em risco a integridade física e psíquica do ser humano, mantendo elevados os ideais da minha profissão, obedecendo os preceitos da ética e da moral, preservando sua honra, seu prestígio e suas tradições.

O que te tira do sério?

Já tirou, hoje não tira mais.
Se tem uma coisa em que me destaco, é a minha habilidade de afastar.
Sou muito experiente em sair da vida das pessoas, ou fazer com que elas saiam da minha vida.
Quando a nossa energia esta 100% operante, a pele esta linda, a vida flui com intensidade.
Mas, se as olheiras se acumulam, o corpo não responde, que sentido faz ser vista assim.
O bom é ficar quietinha, escondida dentro do seu casulo.
Portanto, ao fazer faxina em emails, na realidade estamos jogando na lixeira um pouco de nossa história.
Eliminando a memória escrita, retirando das caixas de arquivos motivos para reler.
Se reler, revivemos as memórias de planos, ao apagar estamos encerrando os planos.
Que sentido faz conviver com as pessoas se não podemos distribuir flores, energia positiva, palavras de conforto.
O sentido da convivência é agregar, trazer para a vida do outro uma energia positiva e vibrante.
Poderia me questionar?
Que sentido faz ficar só numa adversidade tão grande?


Não faz sentido, nem tudo tem sentido e é sentido.

terça-feira, 21 de maio de 2013

O caminho das pedras do enfrentamento...

Boa tarde vida!!!
Qual o segredo de se manter a atitude positiva diante da adversidade do viver?
Não acredito ter segredo para isso ou aquilo. Confesso ser cética, principalmente quando se falam em palavras e segredos.
Posso crer na nossa auto capacidade de energizar nosso dia a dia, na nossa fé pura da infância.
 Aquela sem antes lermos tantas opiniões diferentes e carregadas de pré-conceitos, aquela fé pura que nos leva a orar, a frequentar templos de fé e oração.
Nesta pureza eu acredito, e procuro buscar permanecer nela. Uma busca que até se torna solitária no dia.
Como é solitário buscar o enfrentamento da saga dos exames em busca desesperada por um "não".
Quem deseja acordar doente? 
Se ver doente diante do espelho, e ao invés de melhorar, cada exame parece te levar para mais distante.
Distante do seu plano de saúde "natureba", uma dieta repleta de frutas e legumes, nadando diariamente, caminhando diariamente.
Se olhar no espelho e entender que você faz parte de uma sociedade doente, e que isso de ter ou não alguma coisa, esta além do querer.
Você aceita, vai lá e começa os exames, as visitas médicas, e todos os procedimentos dolorosos que seguem as doenças.
O que é de se admirar neste caminho das pedras, e vai além do meu entendimento.
Estou emocionada com uns e bestificada com outros.
Emocionada com apoio e carinho de pessoas com quem eu sempre segui a estrada, mas que pouco partilhei da intimidade.
Bestificada com os melhores amigos, que no primeiro sinal da doença, simplesmente sumiram.
Emails não respondidos, convites cancelados...
De um grupo de melhores amigos, sendo sincera, noto que um amigo não sumiu, o mesmo que anos atrás salvou a escola das crianças.
O mesmo que por missão, mantém sua fiel presença ao meu lado.
Amigo recente, que o acaso me apresentou, e se revela um grande irmão.
No mesmo caso, alguém que sigo na mesma estrada e nenhum conhecimento tenho de sua vida particular.
Interessante esse comportamento apavorado das pessoas, um medo sem razão de conviver com alguém que possa portar uma doença que nem o nome falam.
As atendentes do laboratório já te tratam diferente ao ver o carimbo de oncologista.
É uma situação carregada de névoas, frases de tensão, e uma espera indigna para vencer a burocracia.
Se bem, que caminhar nas pedras é um enfrentamento, e isso já estou fazendo.
Vou caminhar nas pedras sim, com a total consciência de que estarei ferindo os pés, mas com a total naturalidade em usar as mãos para florir o caminho.



"Dêem- me um ponto de apoio e moverei a terra." Arquimedes

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_______________________________Cristina Kapp_______________╰☆╮

quarta-feira, 15 de maio de 2013

http://www.plaay.com.br/musics/view/5647801/the-stylistics/stop-look-listen-to-your-heart

Você vai dormir e vai ver sem sentir medo....
Ali você vê um dos seres que mais amou na vida, dançando, rindo, e seus passos de dança "vivos", bem na sua frente.
Dançando sob a luz do luar, no fundo azul, céu estrelado, suspenso no ar.
Qual o espaço tempo da luz que te separa deste mundo, do aquele mundo onde os passos de dança são suspensos no ar. Quem pode responder?
Qualquer interpretação do seu chamado sonho/visão não chegará a tempo de interpretar racionalmente.
Os seres desta dimensão sentem a proximidade da "outra" dimensão.
É fato, que o cheiro de rosas, o perfume peculiar, o arrepio do vento, e a visão clara do ser suspenso no ar.
Os passos da dança que te envolve, as mãos estendidas para você...
O grande dilema, será que você vai ficar observando, ou vai lá dançar?
A grande questão, ou a única questão é sua necessidade de ficar, mas, e sempre existe um mas.
Você esta tão cansada dos solos, das lutas e questões, que sua mão treme, e por mais que seu corpo deseje ficar, seu coração quer ir.
Sem lutar, sem brigar, sem dor...
Seguir os passos da dança suspensa no ar!

Favorito



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Eu sou.... Viver é algo maior que todas as questões existenciais que costumamos pontuar. Buscar a felicidade é complicado,relações são dificeis,e assim vamos diariamente desculpando nossa covardia. Eu sou alguém que deixou de lado o complicado e a desculpa. Sem os freios limitadores da existência. Vivo intensamente o Hoje. Amanhã se ele chegar,eu penso.... O hoje bem vivido me basta!

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