terça-feira, 16 de maio de 2017

Cala a boca?

Sou a menina que brincava com os primos, primas, amigos e amigas.
Sou a mulher que ensina as filhas o respeito ao outro (a).
Somos humanos!!!
Se o menino manda que minha filha cale a boca por ser menina!!!!
Que manda ela se mudar da escola por estar incomodada com os mais tratos do grupo.
Eu sou a mulher que está aqui para defender.
Minha filha não vai calar a boca por ser menina.
Seu filho vai melhorar, não porque é menino.
Vai melhorar porque é humano e precisa ser educado.
Bom dia para você que acordou com muita coisa para fazer, assim como eu!!!
Cristina Kapp

"Tem dias que sentimos uma saudade da menina que fomos!
E nos perguntamos se ela nos daria hoje, a sua benção...
Bom,  se a essência não perdemos,  só por isso já merecemos um sorriso da criança que se foi...
Se não nos permitimos a dureza,  se não nos submetemos à superficialidade, se  não deixamos de crer jamais na mágica da vida...
Abençoadas somos!
A menina está viva...
E  orgulha-se da mulher que nos tornamos!"

Gi Stadnick

A escola nossa de cada dia...

Estava eu, calmamente lendo as normativas do Sebrae.
Feliz da vida vendo as fotos do fim de semana. Ouço um choro. ...
Tem criança em casa chorando 😨.....
Putz grilo!
Não basta ter pneumonia.
Tem que chorar de indignação! !!!
Vou escrever um textão sim.
As salas de aula não são mais as mesmas.
Ok!
Mas existe um ringue maior, sem regras, sem conduta, sem educação.
Existem os celulares, presente para os filhos, sem supervisão é "arma".
Tem o grupo da lição, do passeio chamado de "rolê", grupo para falar mal, falar bem, falar nada.
São crianças usando palavras, espalhando ideias, separando os grupos.
Semanas atrás uma das mães me disse: "são crianças,  elas se resolvem...."
Me questiono,  resolvem tudo sozinhas?
Sob que ótica?
Quem diz para o menino o que deve ou não dizer para menina?
As novelas, os filmes, os jogos. Quando era professora, um aluno buscava lições de namoro em filmes adultos * (literalmente ).
A mãe da namoradinha dele compareceu a diretoria furiosa.
Mas minha senhora, a escola não exibe filmes adultos. Essa criança assiste essas coisas na casa dele.
Indignada,  a mãe da menina questionou:
"Onde está a mãe dessa criatura? Colocou esse filho no mundo e largou a Deus dará. "
Talvez esteja trabalhando em muitos turnos, ignora o que seu filho assiste.
Talvez falte tempo, dinheiro, atenção,  amor.
Cada casa sabe o que se passa entre suas paredes.
Só vejo que não é normal.
Cada família conhece seus problemas, é preciso corrigir.
Antigamente,  se uma criança pegava algo que não lhe pertencia era levada para devolver.
Uma criança era ensinada sobre respeito, solidariedade, bondade.
Educação!!!!
Atualmente , passa  madrugadas na internet.
É preciso abrir a porta do quarto.
Delegar a responsabilidade da criação e educação dos filhos a Internet é descaso.
É falta de amor!
Cristina Kapp

O andarilho

"O Andarilho"

“Quem alcançou em alguma medida a liberdade da razão, não pode se sentir mais que um andarilho sobre a Terra e não um viajante que se dirige a uma meta final: pois esta não existe. Mas ele observará e terá olhos abertos para tudo quanto realmente sucede no mundo; por isso não pode atrelar o coração com muita firmeza a nada em particular; nele deve existir algo de errante, que tenha alegria na mudança e na passagem. Sem dúvida esse homem conhecerá noites ruins, em que estará cansado e encontrará fechado o portão da cidade que lhe deveria oferecer repouso; além disso, talvez o deserto, como no Oriente, chegue até o portão, animais de rapina uivem ao longe e também perto, um vento forte se levante, bandidos lhe roubem os animais de carga. Sentirá então cair a noite terrível, como um segundo deserto sobre o deserto, e o seu coração se cansará de andar. Quando surgir então para ele o sol matinal, ardente como uma divindade da ira, quando para ele se abrir a cidade, verá talvez, nos rostos que nela vivem, ainda mais deserto, sujeira, ilusão, insegurança do que no outro lado do portão e o dia será quase pior do que a noite. Isso bem pode acontecer ao andarilho; mas depois virão, como recompensa, as venturosas manhãs de outras paragens e outros dias, quando já no alvorecer verá, na neblina dos montes, os bandos de musas passarem dançando ao seu lado, quando mais tarde, no equilíbrio de sua alma matutina, em quieto passeio entre as árvores, das copas e das folhagens lhe cairão somente coisas boas e claras, presentes daqueles espíritos livres que estão em casa na montanha, na floresta, na solidão, e que, como ele, em sua maneira ora feliz ora meditativa, são  andarilhos e filósofos. Nascidos dos mistérios da alvorada, eles ponderam como é possível que o dia, entre o décimo e o décimo segundo toque do sino, tenha um semblante assim puro, assim tão luminoso, tão sereno-transfigurado: – eles buscam a filosofia da manhã.”  (Friedrich Nietzsche em “Humano Demasiado Humano” #638).

#Nietzsche  #filosofia

sábado, 13 de maio de 2017

Oração

Oração, de autoria de uma velha monja inglesa no século XVII, foi encontrada em 1983, nos arquivos da Catedral de Canterbury. A tradução é de D. Lucas Moreira das Neves .
Publicada no JB de 18/8/83

Estou envelhecendo
Senhor,
Sabes melhor do que eu que estou envelhecendo
e que, mais dia menos dia,farei parte dos velhos.
Guarda-me daquela mania fatal de acreditar
que é meu dever dizer algo a respeito de tudo e em qualquer ocasião.
Livra-me do desejo obsessivo
de por ordem nos negócios dos outros.
Torna-me refletida, mas não ranzinza,
serviçal, mas não autoritária.
Acho uma pena não utilizar toda a imensa reserva de sapiência
que acumulei por longos anos,
mas bem sabes , Senhor,...
faço questão de conservar alguns amigos.
Segura-me quando eu começar a desfiar detalhes que não acabam mais,
dá-me asas para ir direto ao fim.
Sela meus lábios acerca de minhas mazelas e doenças,
embora essas aumentem sem cessar,
e, com o passar dos anos, me dê certo prazer enumerá-las.
Não me atrevo a pedir-te
que eu chegue até a gostar de ouvir os outros
quando desenrolam a ladainha dos próprios sofrimentos,
mas ajuda-me a suportá-los com paciência.
Não me atrevo a reclamar uma memória melhor,
dá-me porém uma crescente humildade,
e menos suscetibilidade,
quando a minha memória esbarrar na dos outros.
Ensina-me a gloriosa lição
de que pode até acontecer que me engane...
Tome conta de mim.
Não é que eu tenha tanta vontade de ficar santa
(com certos santos é tão difícil ficar junto!)
mas um velho, além de velho amargo,
é com certeza uma das supremas invenções do diabo.
Faz-me capaz de ver algo de bom
onde menos se espera,
e de reconhecer talentos,
em gente na qual estes não se percebem.
E dá-me a graça de proclamá-los.
Amém.

A vida sem amor:
Inteligência sem amor, te faz perverso.
Justiça sem amor, te faz implacável.
Diplomacia sem amor, te faz hipócrita.
Êxito sem amor, te faz arrogante.
Riqueza sem amor, te faz avaro.
Docilidade sem amor, te faz servil.
Pobreza sem amor, te faz orgulhoso.
Beleza sem amor, te faz ridículo.
Autoridade sem amor, te faz tirano.
Trabalho sem amor, te faz escravo.
Simplicidade sem amor, te deprecia.
Tragédia sem amor, se faz tristeza.
Fé sem amor, te faz fanático.
A cruz sem amor, se faz tortura.
A vida sem amor......não faz sentido.
A vida COM amor:
Inteligência com amor, te traz razão.
Justiça com amor, te faz correto.
Diplomacia com amor, te faz sensato.
Êxito com amor, te faz feliz.
Riqueza com amor, te faz generoso.
Docilidade com amor, te faz querido.
Pobreza com amor, te traz compaixão.
Beleza com amor, te faz sublime.
Autoridade com amor, te faz honesto.
Trabalho com amor, te faz apaixonado.
Simplicidade com amor, te enobrece.
Tragédia com amor, te traz coragem.
Fé com amor, te faz tranqüilo.
A cruz com amor, se faz esperança.
A vida com amor......é o paraíso.

Maior amor....

Para minhas amadas filhas....
"Minha filha, você não precisa ser uma “boa menina”, porque as crianças são crianças, não são boas, nem más, e desde que você nasceu, sei que você é mágica e única, como cada menino/a que nasce… Você só tem que ser você.
Sei que para você não existem as palavras “bom” e “mau”, e nem sequer as expressões “portar-se bem” ou “portar-se mal”. Sei que isso você não vai aprender em casa, mas você está na escola e se relaciona com gente de todo tipo, e essa visão “branco ou preto” do mundo – que tanto agrada os adultos – algum dia chegará a você.
Você precisa saber (e vamos lhe explicar) que cada pessoa age em cada momento o melhor que pode, e que todas as suas ações são suas, você tem o direito de estar cansada, de ficar triste, de estar contente, nervosa, ter medo, ser feliz… todas as suas emoções são válidas e lhe ajudam a avançar em seu próprio caminho. Seu pai e eu teremos prazer em estar ao seu lado para lhe acompanhar no que precise.
Filha minha, você me ensinou a viver minhas emoções (inclusive as negativas) e, sobretudo, a me libertar delas, a não me apegar… exatamente assim. Viva as suas como você tem feito sempre e as deixe ir. Que o centro da sua vida seja você e não os demais (nem mesmo eu ou seu pai) porque quando você está focada, a harmonia e a empatia prevalecem. Você mesma nos demonstra isso no dia-a-dia.
Obrigada, filha, por seus dias de revolta, que servem a nós todos como um espelho; obrigada por nos fazer crescer como família; por seu enorme manejo das emoções, apesar de sua pouca idade; por sua sabedoria nos conflitos; por tanto amor incondicional; por tanta paz.
Eu fui uma “boa menina” e como mãe, lhe libero de ter de sê-la, porque não é saudável.
Ser uma “boa menina” significa ceder parte do controle de sua vida por conta dos demais; tentar agradar as pessoas que você mais ama, de maneira inconsciente, à custa de dor ou injustiça; obedecer aos mais velhos (pais, professores etc.) deixando de lado seus próprios desejos; não se permitir ao cansaço, nem à raiva.
Ser uma “boa menina” significa cair no papel de ser muito madura para sua idade e perder parte da sua infância. Significa buscar a perfeição e a excelência, uma armadilha do mundo para cortar asas.
Filha minha, ser uma “boa menina” significa (às vezes), infelizmente, ficar doente. Adoecer para escapar da pressão de um mundo familiar e escolar que limita a própria criatividade, a liberdade e o jogo de experimentar a vida, que põe em uma gaiola os seus próprios desejos e algumas emoções, sob o pretexto de que é para o seu próprio bem.
Eu fui uma “boa menina” que sobreviveu (hoje posso dizer que sou uma adulta desobediente e criativa), mas sofri um bocado no caminho.
Eu fui uma “boa menina” que soube ter a companhia de bons terapeutas e crescer. Como mãe, eu lhe libero de tudo isso:
Eu lhe libero da chantagem emocional que não estamos lhe ensinando.
Eu lhe libero de algo que você desconhece: os prêmios e castigos, que, infelizmente, regem uma parte do mundo e do sistema educacional tradicional.
Eu lhe libero do “se você (não) fizer isso, eu vou me cansar, eu vou embora ou eu não te quero”.
Eu lhe libero do “porque eu digo que sim” ou do “porque eu sou seu pai/mãe”.
Eu lhe libero da necessidade de agir para agradar os outros, incluindo eu mesma e seu pai.
Eu falarei (e discutirei) com quem for necessário: educadores, professores, conhecidos, família… e você sempre me terá ao seu lado, porque a única coisa que quero e aspiro é que você seja feliz…
Como uma mãe loba que sou, defenderei sua LIBERDADE."
Texto de Myriam Moya Tena, publicado em 2 de maio de 2017. 

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Eu sou.... Viver é algo maior que todas as questões existenciais que costumamos pontuar. Buscar a felicidade é complicado,relações são dificeis,e assim vamos diariamente desculpando nossa covardia. Eu sou alguém que deixou de lado o complicado e a desculpa. Sem os freios limitadores da existência. Vivo intensamente o Hoje. Amanhã se ele chegar,eu penso.... O hoje bem vivido me basta!

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