quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Quando uma mãe, se desnuda para uma filha!!!



Agradeço! !!! Foi um 2015 difícil né? Você descobriu a revolta,o sim,o não, os testes Amadurecer dói né! !! É um processo....Voltando a sua madrinha, é uma Luz.
Madrinha, você sempre pergunta, questiona a razão.
Qual a razão de se manter uma promessa que para uns é boba.  
Quando escolhi sua madrinha, o fiz por confiança no coração dela. Madrinha é uma escolha do coração da gente. É um momento de reflexão; onde a mãe pensa.. Quem amo tanto a ponto de confiar orientação do meu filho.
Não tem nada a ver com finanças, poder, cargo. É a escolha de mãe concedendo o filho a outra mulher. Uma entrega espiritual da qual jamais senti arrependimento. Jamais voltei a ver e conviver com sua madrinha, e mesmo assim jamais deixei de amar,orar e defender a ausência dela.
Tomei para mim a responsabilidade do nosso afastamento, justificando o espaço ausente dela.
As escolhas dela, são só dela. Ela deve ter os motivos e razões.
Não poderei seguir falando mais a respeito, Deus sabe todas as coisas. Não se pode carregar culpas e cruzes que não são nossas Sou liberta de estar nestas razões, meu coração está tranquilo. Talvez o tempo não mostre a verdade; talvez mostre. Já não penso nisso faz muitos anos. Me doeu por tempo demais;compreendi que algumas coisas jamais serão resolvidas. É preciso ter prontidão, Peço perdão a você por ter ensinado você a amar, eu não sabia bem o que fazer.
Segui meu coração! Sempre segui meu coração! Quando você fica preocupada com os prontuários médicos ,digo,descanse no Senhor. Aprendi a descansar, o medo não habita meu ser.
Você está procurando as pessoas para resolver, isso é lindo. Porém, não se despede delas. A vida é repleta de possibilidades, e não está parada. Somos como onda,que vai e volta,até ser mar. Não tenho medo,não sinta medo. Confie nos planos de Deus!!!! -- 
Ele conhece todas as coisas,conhece você e seu coração. Se não posso te levar de avião, vamos de ônibus. Dizem que a paisagem é linda. Já fizemos juntas outros caminhos. Não é sacrifício, para mim significa aprendizado.
Ps....se um dia você tiver oportunidade Diga a ela....Não me arrependo da escolha Jamais deixarei de amar; de orar por ela Sempre que a imagem dela me aparece; rezo para que ela tenha o melhor de Deus.
Cristina Kapp







"SEM PERDÃO NÃO EXISTE AMANHÃ
A família é o lugar dos maiores amores e dos maiores ódios. Compreensível: quem mais tem capacidade de amar, mais tem capacidade de ferir. A mão que afaga é aquela de quem ninguém se protege, e quando agride, causa dores na alma, pois toca o ponto mais profundo de nossas estruturas afetivas. Isso vale não apenas para a família nuclear: pais e filhos, mas também para as relações de amizade e parceria conjugal, e para a grande família.
Observei que poucos sofrimentos se comparam às dores próprias de relacionamentos feridos pela maldade e crueldade consciente ou inconsciente. Os males causados pelas pessoas que amamos e acreditamos que também nos amam são quase insuperáveis. O sofrimento resultado das fatalidades são acolhidos como vindos de forças cegas, aleatórias e inevitáveis. Às vezes encaradas como vindas de Deus. Mas a traição do cônjuge, a opressão dos pais, a ingratidão dos filhos, a rixa entre irmãos, nos chegam dos lugares menos esperados: a peçonha mortal está justamente no ninho onde deveríamos nos sentir protegidos.
Poucas são minhas conclusões, mas enxerguei pelo menos três aspectos dessa infeliz realidade das dores do amar e ser amado. Primeiro, percebo que a consciência da mágoa e do ressentimento nos chega inesperada, de súbito, como que vindo pronta, completa, de algum lugar, mas quando chega nos permite enxergar uma longa história de conflitos, mal entendidos, agressões veladas, palavras e comentários infelizes, atos e atitudes danosos, que foram minando a alegria da convivência, criando ambientes de estranhamento e tensões e promovendo distâncias abissais. Quando nos percebemos longe das pessoas que amamos é que nos damos conta dos passos necessários para que a trilha do estranhamento fosse percorrida: um passo de cada vez, muitos deles pequenos e que na ocasião foram considerados irrelevantes, mas somados explicam as feridas profundas dos corações.
Outro aspecto das dores do amar e ser amado está no paradoxo das razões de cada uma das partes. Acostumados a pensar em termos da lógica cartesiana: 1 + 1 = 2 e B vem depois de A e antes de C, nos esquecemos que a vida não se encaixa no padrão “se–então” do mundo das ciências exatas. Pessoas não são máquinas, emoções e sentimentos não são números, relacionamentos não são engrenagens. Imaginar que as relações afetivas podem ser enquadradas na simplicidade dos conceitos certo e errado, verdade e mentira, preto e branco é uma ingenuidade. A vida é zona cinzenta, pessoas podem estar certas e erradas ao mesmo tempo, cada uma com sua razão, e a verdade de um pode ser a mentira do outro. Os sábios ensinam que “todo ponto de vista é a vista de um ponto”, e considerando que cada pessoa tem seu ponto, as cores de cada vista serão sempre ou quase sempre diferentes. Isso me leva ao terceiro aspecto.
Justamente porque as feridas dos corações resultam de uma longa história, lida de maneira diferente por todas e cada uma das partes, não acredito que o exercício de passar a limpo cada passo da jornada seja o caminho para a reconciliação. Voltar no tempo para identificar os momentos cruciais da caminhada, identificar o que é importante para um e para outro, e fazer a análise das razões de cada um, buscar acordo e pedir e outorgar perdão ponto por ponto não me parece ser a melhor estratégia para a reaproximação dos corações e a cura das almas.
Estou ciente das propostas terapêuticas, especialmente aquelas que sugerem a necessidade de ressignificar a história e seus momentos específicos: voltar nos eventos traumáticos e dar a eles novos sentidos. Creio também na cura pela fala. Admito que a tomada de consciência e a possibilidade de uma nova narrativa produzem libertações, ou no mínimo, alívios, que de outra maneira dificilmente nos seriam possíveis. Mas por outro lado posso testemunhar quantas vezes já assisti esse filme com final nada feliz. Minha conclusão é simples (espero que não simplória): o que faz a diferença para a experiência do perdão não é a qualidade do processo de fazer acordos a respeito dos fatos que determinaram o distanciamento, mas a atitude dos corações que buscam a reaproximação. Em outras palavras, uma coisa é olhar para o passado com a cabeça, cada um buscando convencer o outro de sua razão. Outra, é olhar para o outro com o coração amoroso, verdadeiramente desejoso do abraço perdido, independentemente de quem tem ou deixa de ter razão. Abraços criam espaço para acordos, mas a busca de acordos nem sempre termina em abraços.
Essa foi a experiência entre José e seus irmãos. Depois de longos anos de afastamento e uma triste história de competições explícitas, preferências de pai e mãe, agressões, traições e abandonos, voltam a se encontrar no Egito: a vítima em posição de poder contra seus algozes. José está diante de um dilema: fazer justiça (ou vingança) ou abraçar. Deseja abraçar, mas não consegue deixar o passado para trás. Ao tempo em que fala com seus irmãos, sai para chorar, e seu desespero é tal que todos no palácio escutam seu pranto. Mas ao final se rende: primeiro abraça e depois discute o passado. Essa é a ordem certa. Primeiro porque os abraços revelam a atitude dos corações, mais preocupados em se aproximar do que em fazer valer seus direitos e razões. Depois porque uma vez abraçados, o passado perde força e as possibilidades de alegrias no futuro da convivência restaurada esvaziam a importância das tristezas desse passado tenebroso.
Quando as pessoas decidem colocar suas mágoas sobre a mesa, devem saber que manuseiam nitroglicerina pura. As palavras explodem com muita facilidade, e podem causar mais destruição do que promover restauração. Não são poucos os que se atrevem a resolver conflitos e no processo criam outros ainda maiores, aprofundam as feridas que tentavam curar, ou mesmo abrem novamente o que estava cicatrizado. Tudo depende do coração. O encontro é ao redor de pessoas ou de problemas? A intenção é a reconciliação entre as pessoas ou a busca de soluções para os problemas? Por exemplo, quando percebo que sua dívida para comigo afastou você de mim, vou ao seu encontro em busca do pagamento da dívida ou de ter você de volta? Nem sempre as duas coisas são possíveis. Infelizmente, minha experiência mostra que a maioria das pessoas prefere o ressarcimento da dívida em detrimento do abraço, o que fatalmente resulta em morte: as pessoas morrem umas para as outras e, consequentemente, as relações morrem também. A razão é óbvia: dívidas de amor são impagáveis, e somente o perdão abre os horizontes para o futuro da comunhão. Ficar analisando o caderno onde as dívidas estão anotadas e discutindo o que é justo e injusto, quem prejudicou quem e quando, pode resultar em algum dinheiro no caixa. Mas vou logo avisando: o dinheiro no caixa será sempre insuficiente, pois dívidas de amor são impagáveis."
Mirla Urbano

sábado, 20 de dezembro de 2014

Expurgo.....





Dos presentes que recebemos, muitos jamais deveríamos ter aceito.
É sobre maturidade,presentes, e erros que desejo falar. Mais para minha própria paz e existência, do que para explicar ou mirar em alguém.
A grande sacada da maturidade tem dessas coisas. O tempo passa e percebemos com clareza a tranquilidade de não necessitar explicar mais nada a ninguém, passou, perdeu o sentido.
O sentido de "explicar" reside na necessidade da convivência, no apego das relações. Quando não se deseja mais nada, nem conviver, nem ter por perto, nem mesmo amar mais o ser.
Expurgar, diferente de explicar,é já estar livre do apego da convivência, não existe mais sentido ou necessidade das explicações, é o último ato.
A total libertação,uma nova fase ....
Vamos ao ano de 1993!!!
Voltar no tempo dói,mas é preciso, assim como detalhar.
Ano complexo, aquele ano em que seu mundo amoroso desaba, e o melhor para energizar, recomeçar é praia.
Praia é tudo!!! Mar tem todo este poder, nos confins da terra então, é pura renovação.
Assim estava eu, coração despedaçado, querendo mais racionalizar sobre mim, o mundo,a vida...
Foram dias ótimos, quinze na realidade, uma maravilha para descansar.
Essa era a minha realidade, formada recente, o emprego que pedi a Deus, tudo maravilhoso, com exceção do pequeno detalhe amoroso.
Como diz Paulo Coelho: "O diabo mora nos detalhes..."
Se faz necessário detalhar minha vida amorosa, para explicar o contexto do que vou relatar.
A desilusão da nossa alma pode afetar outras vidas, e assim aconteceu...
No estado onde estava, alguns parentes, e um em especial estava com problemas sérios.
Sabe aquele parente que nunca lembra de você, nem de seu nome, nem de sua existência, e do nada te escolhe como ouvinte, eu deveria ter fugido desta conversa.
Não fujo de nada, de conversas tensas,muito menos.
Lá fui eu caminhar na praia com o dito cujo, enquanto o mesmo confessava ter uma caso extra conjugal fazia muitos anos, que não suportava a esposa, detalhes, detalhes e mais detalhes.
O que fazer com tudo aquilo, nada fazia muito sentido.
Eu ouvi, ouvi e não parava de dizer: Conte para sua esposa! 
Repeti esta frase centena de vezes, conte a ela, não é  justo, são décadas de casamento.
Ouvi tanto, pedi tanto, aquelas confissões eram muito sérias, e por total imaturidade, brinquei....
Eu, minha culpa, e paguei por esta culpa um preço enorme, brinquei, achei que tudo aquilo não era sério, era só um desabafo de alguém entediado com a vida de casado.
Brinquei: Fala sério, depois de tantos segredos revelados, só me falta você estar apaixonado.
Resposta: Sim, estou, ela a mulher da minha vida e eu quero que você a conheça.
Eu, eu? O que eu tinha a ver com aquilo? 
Nada!!!
Tudo era tão surreal, que apostei uma caixa de vinho alemão. Vinho alemão em 1993 era o mais longe que se poderia chegar.importado, complicado de se encontrar.
Apostei na coragem dele de se posicionar, apostei na verdade, apostei para sair daquela conversa horrenda, para acabar com aquela caminhada na praia.
Aquele ser era alguém de que não se espera detalhes da vida pessoal, financeira, sexual, ou seja lá de que ordem.
Sei lá por qual razão fui destinada a ser ouvinte deste relato, a mim foi confiadas as inúmeras ligações para meu local de trabalho.
Pensava deixar na praia aquela confissão de adultério, afinal, não me dizia respeito, não era meu pai, não envolvia minha vida.
Na realidade, eu não queria ter escutado jamais, era o pai da minha melhor amiga, era um parente próximo, o que fazer.
Hoje, eu seria muito grosseira, diria a ele para resolver seus problemas, como  tendo idade para ser meu pai, eu posso ser sua conselheira?
Não aceito esta meia dúzia de garrafas de vinho que você trouxe junto com a tal mulher.
Foi bem inteligente de sua parte, ouvir a brincadeira, fazer dela algo sério,usar como desculpa para apresentar a dita cuja.
Com que direito você joga seu casamento fora, sua vida e seu destino e me envolve nesta "M".
Com que direito?
Eu te pergunto, com que direito você confessa a sua esposa seus casos e suas sujeiras e me envolve como sendo sua protetora.
Com que poder você traz a sua amante, e a apresenta como minha amiga. 
Amiga?
Como assim? Como poderia eu ser amiga de alguém que nem sei quem é?
Minha culpa,minha imaturidade, minha ignorância não me perceber parte da desculpa.
E assim foi, saí deste teatro como sendo a culpada dos casos que jamais testemunhei.
Sendo a "amiga" da amante que jamais conheci bem, duas ou três conversas num fim de semana?
E o peso desta traição nas minhas costas.
Você sabia que nunca mais fui bem tratada por primos e tios? Que amarguei as diretas e indiretas, as grosserias de frases ditas a meia voz.
Que sua filha era a minha melhor amiga, a madrinha que perdemos por seu egoísmo.
Claro que não, sua preocupação é ser o perfeito, com o seu baú de mentiras.
E por todas as minhas perdas, por toda injustiça eu te liberto, perdoando do fundo da minha alma.
Escrevendo só cito pequenos detalhes, não falo dos desaforos, das inúmeras ligações, e de como você foi grosseiro .
Não falo de suas mentiras,de suas meia-verdades,para que,passou e nada traz de volta o perdido.
Escrevo como minha catarse, quero parar de sonhar com vocês, desejo que o Universo me liberte do parentesco, do carma, da vivência desta lembrança.
Eu te libertei e te perdoei faz um tempo, quero agora te abençoar.
Paguei caro por estas seis garrafas de vinho alemão,muito mais caro será não perdoar.
Alguns presentes não deveriam ser aceitos, não era presente, era parte do jogo.
De minha parte, não era aposta tio, era para cessar a audição.
Paguei e aprendi, nunca mais apostei nada nesta vida...


























Expurgo: Do verbo expurgar, ou seja; eliminar aquele ou aquilo que é prejudicial. pode ser também corrigir ou eliminar defeitos em impurezas.

terça-feira, 18 de março de 2014

Eu me recuso a postar fotos de uma mãe sendo arrastada por um carro. 
Isso não significa que eu não sofra, chore e me sinta indignada com este país e o rumo que esta tomando.
A falta de humanidade, de respeito com os homens de uma forma geral.
Porém, nunca foi tão difícil ser mulher, tão perigoso e frágil.
Temo por mim, pelas minhas filhas e nossas filhas num tempo que virá.
Nós oramos e vivemos em uma boa família, em um bom lugar, mas é preciso mais...
E quem não vive?
Cristina Kapp

Ah! Desgraçados!

Um irmão é maltratado e vocês olham para o outro lado?
Grita de dor o ferido e vocês ficam calados?
A violência faz a ronda e escolhe a vítima,
e vocês dizem: "a mim ela está poupando, vamos fingir que não estamos olhando".
Mas que cidade?
Que espécie de gente é essa?
Quando campeia em uma cidade a injustiça,
é necessário que alguém se levante.
Não havendo quem se levante,
é preferível que em um grande incêndio,
toda cidade desapareça,
antes que a noite desça.
Bertolt Brecht



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Que eu jamais perca o encanto de olhar para o céu, e ficar emocionada como se fosse a 

primeira vez!!!

Que meus sonhos se renovem, assim como o amor e a esperança!!!

Que eu possa ver e sentir a presença de Deus em cada gesto.

E os dias, e as noites sejam de paz!

domingo, 11 de agosto de 2013



Presente, ausente, feliz, triste...Precisei crescer para você ser meu melhor amigo Pai.
Tempo precioso, anos de muita conversa e muitas lembranças.
É preciso crescer para aprender a aceitar as limitações do outro. Só tenho gratidão a lhe oferecer toda oração, paz e luz.
Aos meus sábios avós queridos e amados, ao meu pai, aos tios e amigos e tantos pais que já se foram para o descanso eterno.
Aos pais que aqui desfrutam a companhia de seus filhos, amigos, primos, parentes.
Ao meu marido, que é um pai exemplar.
Feliz Dia dos Pais!!!

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Eu sou.... Viver é algo maior que todas as questões existenciais que costumamos pontuar. Buscar a felicidade é complicado,relações são dificeis,e assim vamos diariamente desculpando nossa covardia. Eu sou alguém que deixou de lado o complicado e a desculpa. Sem os freios limitadores da existência. Vivo intensamente o Hoje. Amanhã se ele chegar,eu penso.... O hoje bem vivido me basta!

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