Confesso!
Não tive tempo para pensar sobre a morte e a ciência neste fim de semana. Fui ao chá beneficiente, onde passei uma tarde muito agradável entre amigas.
Porém, como o mistério entre o céu e a terra permanece, muito cansada lá pelas 2 da manhã fui dormir.
Longo tempo, muitos anos que eu não conseguia acordar sorrindo, logo após sonhar com meu pai.
Passou julho, foram os 10 anos da morte dele e eu nem consegui escrever sobre isso dia dos pais.
Era até esta madrugada uma dor latente, algo complicado de digerir.
Sonhei, saímos, passeamos de carro, conversamos por um tempo que parecia não acabar, e acordei.
Acordei sorrindo sem sentir o abandono que a morte nos deixa quando leva os nossos.
Carreguei meu filho, o abraçei, e posso até, num lampejo de milagre dizer que o senti.
Vi meu pai bem, sem o peso da partida, sem a debilidade da doença, o vi sorrir e falar sobre assuntos que pai e filha conversam após um longo tempo de saudade.
Foi um dia maravilhoso, brinquei com as crianças, abraçei o meu marido, me diverti muito hoje, por ser feliz e estar feliz sem culpa.
Sem a culpa da ausência!
Que bom não sermos eternos, que maravilhoso saber que eles me esperam em um lugar, e que creio nisso.
Que existe a espera lá, dos que ficaram saudosos cá.


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