Tijolos e as construções...
Estava aqui pensando sobre as pessoas e o motivo que nos mantém perto ou longe delas.
Se você escolhe um amigo, alguém para confiar e até desabafar, imagina que a confiança que deposita neste ser humano lhe será devolvida.
Devolver a confiança depositada significa lutar também para não enfiar seu amigo em enrascadas.
Ser fiel a amizade deve ser sim, ter uma sinceridade tamanha que não decepcione o outro.
Será?
Todos desejam a sinceridade? Claro que não!
Esta semana assistindo uma entrevista de um autor famoso, eu perdi o encanto.
Como se tivessem tirado todos os tijolos da imagem que construí dele. Olha que ele, Paulo Coelho, era um escritor que eu gostava de ler frequentemente.
No contexto da entrevista que na realidade era sobre Raul Seixas, o autor narrava como tinha apresentado o mundo do vício em drogas para o então cantor.
Quando ouvi, foi como se um mundo tivesse desabado, "pqp" como pode um amigo, que já vive o inferno das drogas, enfiar o outro nisso.
Como pode um autor que escreve sobre sonhos, e na realidade é um ser tão pequeno.?
Onde reside a pequenez dele? Ao narrar que conduziu o outro para as drogas, não demonstrou sequer arrependimento, disse que o outro foi porque desejou ir.
Depois daquilo, não senti mais vontade de ler sequer os comentários dele em redes sociais.
Isso tem acontecido com muita frequência comigo, as minhas construções que eram muito sólidas, e os tijolos que se soltam.
Posso estar mais sensível, pode ser, como posso estar mais atenta as pessoas e suas verdadeiras facetas.
O que realmente importa no momento, é estar aberta ao real e ficar longe de quem não acrescenta.



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