Não se pode salvar, quem não quer ser salvo.
Impossível segurar as mãos de quem não se entende em perigo.
Olho para o passado, busco onde errei, onde as coisas poderiam ter sido alteradas.
Onde errei?
Fui presente, fui amor, fui presença.
Percebo nesta crueza que a maturidade nos apresenta.
Não fui eu.
Minha presença adiou o inevitável.
Percebo que as coisas foram exatamente o que tinha de ter sido, no exato instante que me ausentei.
Saí de cena por pouco tempo, e está ali instituído o drama.
Este foi o ano da constatação.
Constatar é aceitar.



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